Morta por terminar o namoro
Recife - Os planos eram de casamento. Aos 29 anos, a professora universitária Cláudia Conceição Martins, não escondia de ninguém o projeto de unir-se ao policial do Batalhão de Trânsito de Pernambuco, Ivan Antunes Guimarães. Mas depois de quatro anos de namoro, no dia 21 de novembro de 2004, o relacionamento teve um fim trágico. Inconformada com as traições de Ivan, Cláudia terminou o namoro. Horas depois, foi assassinada a tiros, na porta de casa, pelo ex-namorado, que fugiu do flagrante e continua em liberdade.
O crime - ocorrido um dia antes de Cláudia realizar um outro sonho, o de começar a dar aulas na Universidade Federal Rural de Pernambuco - revoltou familiares e vizinhos. Irmão da vítima, o servidor público Demorval dos Santos Filho, 22, reclama da demora na conclusão do processo e dos procedimentos adotados pelas polícias Civil e Militar durante as investigações do caso.
''Os problemas já começaram quando fomos à delegacia denunciar o crime. Houve má vontade. Mesmo a vizinhança afirmando que ele (Ivan) estava no bairro em que morávamos, os policiais não fizeram as buscas. Ele se livrou do flagrante e até hoje está vinculado à corporação. Dizem que ele foi afastado do trabalho nas ruas, mas continua recebendo o salário'', reclamou Demorval.
Há mais de uma década militando em defesa dos direitos das mulheres, a assistente social Rejane Pereira perdeu um a irmã vítima de violência doméstica. Em junho de 2004, Ednalda Araújo foi atacada, com golpes de martelo, pelo neto de seu companheiro, o aposentado Severino Silva. Irritado porque Ednalda negou-se a aceitar que a casa do casal fosse utilizada como ponto para venda de drogas, o adolescente - identificado apenas como C.M.F, que tinha 16 anos na ocasião - atacou a vítima enquanto ela dormia. Depois de passar um ano e meio em estado vegetativo, há seis meses Ednalda morreu. (M.B./A.E.)





