Morreu Diane Pretty, que lutou pelo direito de morrer
PUBLICAÇÃO
domingo, 12 de maio de 2002
France Presse 
Londres - Diane Pretty, uma britânica que tinha uma doença incurável e travou em vão uma longa batalha judicial para controlar a hora de sua morte, acabou morrendo anteontem à tarde, anunciou ontem seu marido.
Pretty morreu em um centro de cuidados paliativos próximo a Luton (Norte de Londres), contou Brian Pretty, precisando que estava ao lado de Diane. Ela teve que sofrer o que havia previsto e temia, e não pude fazer nada para ajudá-la, lamentou.
Diane começou a ter dificuldade para respirar há 10 dias, logo depois de perder uma batalha jurídica pelo direito de morrer, numa decisão da Corte Européia de Direitos Humanos.
Por ter uma doença neurodegenerativa que a mantinha paralisada do pescoço para baixo, Diane não podia se suicidar. Queria pôr fim à própria vida para evitar o sofrimento que a doença produz em sua fase terminal. Mas a Justiça britânica, e posteriormente a européia, não lhe deram esse direito.


