Morre Sidney Polis em Londrina
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terça-feira, 13 de maio de 2008
Widson Schwartz<br>Especial para a FOLHA 
Morreu ontem de madrugada, aos 78 anos, o piloto e empresário Sidney Polis. Ele era um dos últimos remanescentes da primeira grande interiorização da aviação comercial brasileira, na década de 1950, quando o Aeroporto de Londrina foi transformado na maior base de táxis aéreos da América do Sul.
''Meu pai morreu são'', disse Sidney Polis Júnior. Na quarta-feira, teve um derrame; hospitalizado, gradativamente o estado complicou-se.
Polis deixa a esposa, Marília, uma filha, Maria Rosália, dois filhos, Sidney Júnior e Thales (ambos pilotos), e netos. O corpo foi levado ontem à tarde para Curitiba, onde foi cremado. Atendendo a uma vontade de Polis, as cinzas serão pulverizadas sobre uma área do Pantanal sul-mato-grossense.
Paulista de São Manoel, Polis chegou a Cornélio Procópio em 1947, com 17 anos. Naquela cidade, ele ingressou no Aeroclube e recebeu o brevê em 1950. Um ano antes, fora o primeiro piloto a descer no atual aeroporto de Londrina, na pista de terra que estava sendo aberta no meio do cafezal.
Piloto da Real em 1951 e 52, transferiu-se para a Rede Estadual de Táxi Aéreo (Reta). Em 1956, desfeita a sociedade da Reta, Polis e Milton Jensen ficaram com a empresa. Estabeleceram linhas diárias com saídas de Londrina para oito cidades (Santa Izabel do Ivaí, Nova Londrina, Paraíso do Norte, Paranavaí, Cruzeiro do Oeste, Umuarama e Cianorte) e uma para Curitiba.
A Reta chegou a operar com 22 aviões; voou 154 mil horas num período de dez anos. A empresa começou a se desfazer da frota em 1968 e a sociedade terminou em 1971. Milton ficou com os aviões que restaram e Sidney com o hangar em Londrina, sede de sua empresa, a Avipar Peças e Serviços para Aviões Ltda.


