Morre réu do caso Cipasa
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terça-feira, 05 de julho de 2011
Davi Baldussi <br> Reportagem Local 
Londrina - Após ficar internado 18 dias no Hospital Evangélico, morreu ontem Ibrain José Barbino, acusado de ter assassinado seu patrão e dono da Concessionária Cipasa em 2004. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, a causa da morte de Barbino foi insuficiência respiratória causada por broncopneumonia.
Barbino era réu confesso do assassinato do empresário Ciro Frare, ocorrido em junho de 2004, na concessionária localizada no Centro de Londrina. Por determinação judicial, Barbino seria submetido a júri popular pelo crime de homicídio qualificado. O julgamento era esperado para este ano. Com a morte dele, o processo será extinto. Após o crime Barbino havia passado 27 dias preso.
Além da ação criminal a família do empresário Frare também entrou com um processo na 22 Vara Cível de Curitiba, pedindo indenização por danos morais e materiais em julho de 2004. De acordo com o advogado da família Marcelo Munhoz, a ação foi julgada em 18 março de 2010, e está na ''fase de cumprimento de sentença, penhora de bens, cálculo de liquidação''.
Munhoz não informou o valor exato da indenização, mas afirmou que a sentença prevê uma pensão mensal à viúva de Ciro Frare. O advogado disse que esteve em contato com a família do ex-proprietário da Cipasa ontem, a qual estaria com ''sentimento de frustração por ter decorrido sete anos e porque não houve julgamento''.
No dia do crime , 24 de junho de 2004, o empresário Frare estava reunido com Barbino e o contador da Cipasa, Cidiney Aparecido Vaz, em uma sala da empresa. Eles analisavam dados de uma auditoria que identificou Barbino como o responsável por um suposto esquema de fraude na empresa. Momentos após a acusação, Barbino se retirou da sala por alguns instantes, mas retornou armado e disparou várias vezes contra o empresário, que morreu no local.


