Morre paciente de Ibiporã; duas crianças estão na UTI
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terça-feira, 04 de agosto de 2009
Fernando Rocha Faro<BR>Reportagem Local 
Londrina - A diretoria da Irmandade Santa Casa de Londrina (Iscal) confirmou ontem a primeira morte por gripe A (H1N1) na cidade. Trata-se de uma mulher de 37 anos, moradora de Ibiporã, que estava internada no Hospital Mater Dei desde 22 de julho. Outros 19 pacientes estão internados com suspeita da doença nas três instituições da irmandade na cidade: Santa Casa, Mater Dei e Hospital Infantil.
De acordo com o infectologista Marcos Tanita, responsável pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), a paciente procurou o serviço de saúde em Ibiporã no dia 18 de julho, com quadro de infecção respiratória. No dia 22, a mulher foi transferida para o Mater Dei, onde permaneceu a maior parte do tempo internada na UTI.
A causa da morte, registrada às 4h30 de ontem, foi choque séptico, uma vez que o quadro dela evoluiu para pneumonia e insuficiência respiratória. A confirmação de que ela estava contaminada pelo vírus H1N1 ocorreu domingo. A morte foi registrada nas estatísticas para Ibiporã.
O infectologista explicou que a paciente não foi tratada com o antiviral Tamiflu porque o critério usado hoje é de ministrar o medicamento até 48 horas após o surgimento dos primeiros sintomas. Ela chegou com quadro de pneumonia grave e recebeu tratamento específico para pneumonia, afirmou. A mulher não tinha problemas de saúde e havia viajado recentemente para Belém (PA).
De acordo com o superintendente da Santa Casa Fahd Haddad, os funcionários dos hospitais da irmandade têm intensificado os cuidados para evitar a propagação do vírus da gripe A. Em especial, a lavagem das mãos, o uso de máscaras e luvas e o isolamento dos casos suspeitos. Outros procedimentos são a restrição no horário e no número de visitantes nas UTIs.
Dos 19 pacientes internados, três casos são mais graves: duas crianças, de 4 e 11 anos, e um homem de 59 estão em UTI. Segundo Fahd Haddad, Londrina tem poucos casos confirmados, em comparação com a procura registrada nos serviços de saúde da cidade. A média nos três hospitais é 230 casos de infecção das vias aéreas por dia.
O secretário municipal da Saúde Agajan Der Bedrossian afirmou que o encaminhamento da paciente foi feito porque Londrina tem mais recursos para o atendimento de casos graves. Ele acrescentou que as filas no Centro de Referência no Pronto Atendimento Municipal (PAM) ocorrem porque o tempo de atendimento é maior já que, além da consulta, são feitos exames de sangue e raio-x no local.
Com a descentralização da distribuição de medicamentos contra a gripe A, agora eles estão disponíveis no Centro de Referência, Vigilância Epidemiológica, Hospital Universitário e Unidade Básica de Saúde 24 horas do Jardim Leonor.


