Morre o sargento acusado de matar ex-secretário
PUBLICAÇÃO
domingo, 26 de setembro de 1999
por Andreia Maia 
Rio, 27 (AE) - O sargento da Polícia Militar Sidney Rodrigues, acusado de matar o ex-secretário da PM Carlos Magno Nazareth Cerqueira há 15 dias, morreu hoje pela manhã, no Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro.
Ele estava internado em estado grave no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). De acordo com a polícia, o sargento que tinha problemas mentais, teria tentado o suicídio com um tiro na nuca após executar o ex-secretário. A perícia vai fazer o exame de balística para confrontar se a bala que matou o sargento partiu da mesma arma que assassinou Cerqueira.
Segundo o delegado da 5ª Delegacia Policial (centro), Alan Luxardo, onde a morte do ex-secretário está sendo investigada, disse que o exame de balística será feito por peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e o resultado estará pronto no prazo de uma semana.
Na versão da polícia, Rodrigues matou Cerqueira com um tiro no olho direito no dia 14, no hall do edifício Magnus quando chegava para trabalhar no escritório do ex-governador Nilo Batista, no centro do Rio. Após o crime, o sargento teria atirado na própria nuca. No início das investigações, a polícia trabalhou com a hipótese de que o sargento e Cerqueira teriam sido feridos por um terceiro homem. Mas ainda segundo a polícia, os depoimentos de testemunhas indicaram que Rodrigues baleou o ex-secretário e em seguida tentou se matar.
Durante a vida militar, o sargento teve passagens por hospitais psiquiátricos e estava afastado das ruas desde 1995. Apesar dos problemas mentais, Rodrigues trabalhava no batalhão de Niterói (Grande Rio) onde, inclusive, andava armado. O caso provocou a exoneração do comandante do batalhão, Carlos Alberto Guedes. O sargento tinha três filhos e sua mulher atual, Silvana
está grávida de seis meses.


