Morre o paciente que recebeu coração elétrico
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segunda-feira, 28 de agosto de 2000
Agência Estado De Porto Alegre 
Cinco dias depois de receber um coração elétrico, o motorista aposentado João Amaral, de 57 anos, morreu na madrugada de anteontem. A informação sobre a morte foi dada ontem pelo Instituto de Cardiologia/RS, em Porto Alegre. De acordo com a nota do instituto, Amaral sofreu embolia pulmonar massiva. Um coágulo dentro do ventrículo direito movimentou-se e obstruiu a artéria pulmonar. A cirurgia foi feita na terça-feira passada.
Amaral foi o segundo paciente no Brasil a receber um
implante deste tipo. O primeiro, o carpinteiro Dionísio Elói, de 47 anos, também foi operado no Instituto de Cardiologia/RS pela equipe coordenada pelo cirurgião Ivo Nesralla. Elói vive há quase um ano com o órgão artificial. Segundo Nesralla, ele trabalha normalmente.
De acordo com o comunicado, o quadro de saúde de Amaral
estava evoluindo bem e ele já havia recebido a visita de familiares. E destaca que o problema surgido com a obstrução da artéria é sempre grave em pacientes com patologia semelhante ao do sr. João Amaral. O motorista sofria de miocardiopatia isquêmica. Também era portador de doença de Chagas.
Desenvolvido nos Estados Unidos com o nome de HeartMate,
o coração implantado em Amaral e Elói é fabricado em titânio e acomodado no interior do corpo, logo abaixo do diafragma. Tem cinco centímetros de largura e 10 de diâmetro, pesando 1,2 quilo e bombeando a mesma quantidade de sangue que um coração normal. As baterias, com duração de até oito horas, e um controlador, ligados por um fio, ficam do lado de fora do corpo, na altura da cintura.


