Morre o criador do Masp, Pietro Maria Bardi
Agência Folha
De São Paulo
Pietro Maria Bardi, criador do Museu de Arte de São Paulo (Masp), morreu de falência múltipla de órgãos, minutos antes das 6 horas de ontem. Ele completaria 100 anos em 21 de fevereiro de 2000. Italiano naturalizado brasileiro, Bardi morreu em seu quarto na Casa de Vidro, residência projetada por sua mulher, Lina Bo Bardi (1914-92), e construída em 1950 no Morumbi, em São Paulo.
O velório começou às 18 horas de ontem no Grande Auditório do Masp, principal museu brasileiro, que Bardi presidiu entre 1947 e 1990. O corpo deve sair da avenida Paulista às 9 horas de hoje em direção ao Crematório Municipal da Vila Alpina (região sudeste), onde será cremado.
Durante o velório, o caixão estava ladeado por duas obras do acervo: A
Ressurreição de Cristo, de Rafael, o único quadro do pintor renascentista na América Latina, pelo qual Bardi tinha um carinho especial, e Virgem em Majestade, de Maestro del Bigallo, sua última doação ao museu.
A morte de Bardi foi notada por uma das três enfermeiras que o acompanham desde que sua mulher morreu, há sete anos. O médico da família, Piero Mangineli, 85, atestou o óbito às 9 horas. Segundo Mangineli, Bardi já não estava consciente há cerca de um ano. Há seis meses, passou a se alimentar por meio de uma sonda e usava cada vez mais oxigênio de cilindro para respirar. De vez em quando, dizia uma palavra. Ele não sofreu; estava alheio, afirmou Mangineli.
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