Foi sepultado ontem, no Cemitério Municipal, em Curitiba, o advogado e jornalista João Régis Fassbender Teixeira, especialista em direito trabalhista e sindical. Ele morreu na noite de sexta-feira, em consequência de um câncer. Teixeira tinha 62 anos e se notabilizou como militante do direito do trabalho durante 40 anos, período em que escreveu cerca de 50 livros (destacando-se ‘‘Direito do Trabalho’’ e ‘‘Direito Sindical’’). Parte de sua obra foi traduzida para o inglês, francês e espanhol.
João Régis Teixeira ficou conhecido como jornalista, mas foi com o direito que ganhou destaque nacional. Aos 28 anos defendeu uma tese revolucionária para a época, que valeu a aprovação no Concurso Público de Provas e Títulos, no qual concorreu com candidatos com o dobro de sua idade. Ele defendeu a ‘‘Participação do Trabalhador nos Lucros das Empresas’’. Como acadêmico, foi titular da cátedra de direito do trabalho da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná e destacou-se como representante do Brasil na Organização Internacional do Trabalho (órgão da ONU, em Genebra).
Como jornalista iniciou sua carreira no jornal ‘‘O Dia’’ e ganhou muitos prêmios com reportagens que ficaram na história do Paraná. Ganhou concursos nacionais de contos, crônicas e poesias. Assinou matérias também fora do Paraná, nos jornais ‘‘Diário de Notícias’’, e ‘‘O Globo’’, no Rio de Janeiro e no ‘‘Estadão’’, em São Paulo.
João Régis era casado com Neli Klein do Valle e teve três filhos: a jornalista e diretora da Folha Regina Kracik Teixeira, João Régis Teixeira Júnior (advogado, mestre em direito e professor universitário, já morto) e Thereza Cristina Kracik Teixeira (executiva do ramo hoteleiro) e seis netos.Álbum de famíliaJoão Régis Fassbender Teixeira era especialista em direito trabalhista e sindicalVânia Casado

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