Morre Mocinha, porta-bandeira da Mangueira durante 36 anos
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quinta-feira, 25 de julho de 2002
Roberta Pennafort<br> Agência Estado 
Rio - A ex-porta-bandeira da Mangueira Isailda do Nascimento Souza, a Mocinha, um dos símbolos da escola, morreu ontem pela manhã, aos 76 anos, de câncer.
O corpo de Mocinha foi velado por integrantes da escola no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, na zona portuária do Rio, e enterrado à tarde. A ex-primeira dama de São Paulo, Lila Covas, que visitou projetos sociais na Mangueira, prestou sua homenagem à Mocinha. Lila preside a Fundação Mario Covas.
Integrante do Conselho Superior da Mangueira, Mocinha desfilou como primeira porta-bandeira da escola por 36 anos consecutivos. Era uma das mais antigas da Verde-e-Rosa. Desde 1991, quando entregou o posto, Mocinha saía no carro dos baluartes, com Dona Zica e Dona Neuma, já falecida, e outros destaques da agremiação. Vinha de uma linhagem tradicional de sambistas do morro. Seu pai, Angenor de Castro, foi um dos fundadores da escola e sua tia, Raimunda, a primeira porta-bandeira.
Mocinha morava no Morro da Mangueira, na zona norte da cidade, com a filha. Diabética, nos últimos anos, vinha tendo problemas de saúde, como complicações nos rins e insuficiência respiratória.
Império - O líder comunitário Antônio Carlos Soares de Araújo, do Morro da Serrinha, na zona norte do Rio, foi assassinado por traficantes em casa, na noite de anteontem. Vice-presidente da associação de moradores da favela e diretor de bateria da escola de samba Império Serrano, Araújo, era conhecido como mestre Macarrão. O trabalho social para evitar que os jovens da comunidade local ingressassem no tráfico de drogas pode ter levado à sua execução.


