Morre menino que recebeu fígado de publicitária
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sábado, 06 de novembro de 1999
Por Luciana Garbin e Elenita Fogaça 
São Paulo, 07 (AE) - Leonardo de Jesus Francisco, de 2 anos e 6 meses, que recebeu o fígado de Hermê Luísa Jatobá Vadasz, a terceira vítima de Mateus da Costa Meira, não sobreviveu ao transplante e morreu às 6h30 de hoje, no Instituto da Criança, no Hospital das Clínicas. Leonardo era de São José dos Campos e esperava pelo transplante havia um ano. Ele sofria de cirrose.
O maranhense de 27 anos que recebeu o coração de Hermê na madrugada de ontem (06) passa bem. Ele, que tinha doença de Chagas, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do Instituto Dante Pazzanese. Se seu estado se mantiver inalterado, ele deve receber alta amanhã ou terça.
O produtor de cinema Carlos Eduardo Oliveira Porto, baleado pelo estudante Mateus da Costa Meira, deve ter alta amanhã (08) do Hospital Duprat. Três pessoas foram mortas por Meira e cinco feridas. Hoje ele escreveu uma carta a todas as pessoas "que de modo direto ou indireto" foram afetadas pelo incidente."Foi tudo muito rápido e irreal", relatou o produtor de cinema Carlos Eduardo Oliveira Porto. "Eu ouvi um disparo fora do cinema, uma pessoa entrou correndo e depois uma outra pessoa entrou; eu a ouvi engatilhando e os disparos começaram."O produtor escreveu que seu principal objetivo daqui para a frente será viver a vida de "maneira mais livre e intensa" que antes. De Meira, declarou: "Não tenho ódio da pessoa que realizou esse crime hediondo, mas tenho certeza de que não está apta a ser reintegrada à sociedade." Porto disse ainda que o "poder do amor" que sente por Fabiana Lobão de Freitas, sua namorada morta na quarta-feira, jamais vai acabar.
O pai dele, álvaro Benedito de Oliveira, pede que se apure se houve omissão de socorro pelo MorumbiShopping. Segundo ele, o atendimento aos feridos demorou e foi feito no carro da polícia. Amanhã o assessor da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, Francisco Edson Soares, deve mandar um relatório à entidade pedindo que uma eventual omissão seja investigada.
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