Morre Maximiano da Fonseca
France Presse
O almirante-de-esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca, Ministro da Marinha no governo do general João Baptista Figueiredo (1979/85), morreu anteontem à noite aos 78 anos de idade, em consequência de uma parada respiratória.
Maximiano sofria de câncer nos pulmões, que já havia se estendido aos rins, intestinos, pâncreas e cérebro e estava internado desde a última segunda-feira em um hospital militar do Rio de Janeiro, revelaram seus assessores.
O almirante foi convidado a assumir o Ministério da Marinha logo que o general Figueiredo foi designado Presidente da República, no final de 1978.
Fonseca se alinhou ao grande projeto político do último Presidente militar deo país de conceder anistia aos cidadãos brasileiros punidos durante o regime militar que governou o país por 21 anos (1964-85), depois da deposição do Presidente Jango (João) Goulart. Mas o almirante defendia uma anistia parcial e não ampla, geral e irrestrita, como a que foi promulgada por Figueiredo.
Maximiano da Fonseca estava aposentado desde março de 1984, quando renunciou ao cargo de Ministro da Marinha, após manifestar-se publicamente em favor do restabelecimento do voto direto para a eleição do sucessor do general Figueiredo. Desde então, segundo assessores do almirante, os dois nunca mais se falaram.
Antes de chegar ao Ministério da Marinha, foi comandante do Primeiro Distrito Naval, com sede no Rio de Janeiro. Depois da democratização do país, o almirante Maximiano da Fonseca fez parte do Conselho de Administração da estatal brasileira Petrobrás.





