A direção da Cadeia Pública da Vila Mirim, o chamado Cadeião de Praia Grande (litoral paulista), confirmou ontem a oitava morte em decorrência da rebelião ocorrida na terça-feira.
Segundo o diretor da cadeia, delegado Paulo Fernando Felipe, um preso encontrado ferido pelos policiais durante a invasão ao local morreu no pronto-socorro, para onde havia sido encaminhado em uma ambulância. Os demais sete mortos, supostamente assassinados a golpes de estilete pelos próprios presos, tiveram os corpos estendidos no pátio da cadeia pelos amotinados.
Até a tarde de ontem, somente cinco dos oito mortos tinham sido identificados. Os demais, cujos corpos estavam muito deformados, dependiam do reconhecimento por parentes no IML ou da recontagem de presos que estava sendo feita ontem na cadeia.
Dos cinco identificados, três eram condenados que cumpriam pena - Geraldo Magela Costa, 53 (14 anos de prisão por homicídio); Fábio da Silva Fernandes, 23 (um ano e seis meses por porte ilegal de arma); e Amarildo Teixeira dos Santos, 31 (seis anos, por roubo à mão armada). Os outros dois aguardavam julgamento - Everton Ximenes de Souza, 20, e Edson de Almeida Marques, 20, ambos acusados de roubo à mão armada. O IML (Instituto Médico Legal) de Praia Grande informou que os laudos que apontarão a causa das mortes dos presos somente estarão concluídos em 15 dias.
Na revista que os policiais realizaram nas 64 celas após a rebelião foram encontrados pelo menos 20 aparelhos de telefone celular, além de facas, estiletes e maconha.
Os revólveres utilizados pelos presos na tentativa de fuga que antecedeu a rebelião não foram achados. Segundo o delegado Paulo Felipe, novas buscas estavam sendo feitas ontem com o objetivo de encontrar as armas.

mockup