São Paulo, 8 (AE) - O empresário Leon Feffer, 96 anos, morreu durante a madrugada de hoje no hospital Albert Einstein. Ele já havia definido a sucessão no Grupo Suzano, que criou em 1923, colocando em seu lugar o filho Max Feffer, que há algum tempo já exercia executivamente a função. Leon Feffer é considerado um dos patriarcas da comunidade judaica no País, tendo lutado muito pela criação de Israel.
Na sua sala na Suzano, na Avenida Faria Lima, há um painel enorme com uma fotografia da cerimônia na Organização das Nações Unidas, quando foi criado o Estado de Israel. Nessa foto aparece Leon Feffer, ao lado de personalidades como Ben Gurion, grande líder israelense. Seu corpo está no Hospital Albert Einstein e será sepultado às 13 horas no Cemitério Israelita do Butantã. Leon Feffer também é considerado como um dos responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia para a obtenção da celulose a partir do eucalipto e posteriormente na produção de papéis para imprimir e escrever com total utilização desta fibra.
Ele chegou ao País em 1920, aos 18 anos. Além de Max Feffer, tem uma filha, Fanny, além de netos. Sua história se confunde com a da indústria brasileira de papel e celulose. Fundou em 10 de junho de 1923 a Companhia Suzano. Em 1995, a companhia chegou a posição de maior produtora de cartões de alta qualidade da América Latina, com 32% da produção nacional e líder do segmento de papéis couches, com 58% da produção. Hoje a Suzano é controlada pela família Feffer com 100% das ações com direito a voto e 64% do total das ações emitidas. Possui 3 unidades industriais de papel e celulose, todas localizadas no estado de São Paulo, operando dentro dos mais modernos padrões de tecnologia de preservação e controle ambiental.
A matéria-prima florestal é fornecida pela Divisão de Recursos Naturais, composta pelas empresas Transurbes e Paineiras, que formam, administram, pesquisam e transportam a madeira até as unidades industriais. O grupo, nos últimos anos cresceu e diversificou sua atuação, sendo também importante na área petroquímica, onde tem atuação importante na Polibrasil, onde tem 50% do controle, com os outros 50% ficando com a Shell, sua parceira. Tem também participação no Pólo Gás do Rio de Janeiro, sendo uma das fundadoras da Rio Polimeros, que fará investimentos superiores a US$ 700 milhões naquele Estado.

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