RIO - O compositor e jornalista Fernando de Castro Lobo morreu na noite de domingo aos 82 anos, vítima de câncer no cérebro. Autor de grandes sucessos, como ‘‘Chuvas de Verão’’, Lobo morreu em casa, em Copacabana, por volta das 23h40. O corpo foi sepultado ontem ao meio-dia no Cemitério São João Batista.
A família informou que Fernando Lobo descobriu que estava com câncer em junho, um mês antes de completar 82 anos. Por orientação médica, seus parentes decidiram não submetê-lo a nenhum tipo de intervenção cirúrgica ou internação, por causa da idade avançada. ‘‘Quando descobrimos, não pudemos fazer mais nada’’, lamentou Vanda Sá, ex-mulher do compositor Edu Lobo, filho de Fernando. ‘‘Ele resistiu e lutou muito contra a doença’’, disse. O único tratamento que vinha recebendo consistia em doses diárias de cortizona.
Nas últimas semanas, Fernando Lobo vinha tendo dificuldades em reconhecer alguns parentes. Nos dias que antecederam a morte, já estava inconsciente. O corpo do compositor foi velado na capela número 2 do São João Batista, numa cerimônia acompanhada por poucas pessoas.
Um de seus maiores amigos, o carnavalesco Fernando Pamplona, disse que a morte de Lobo representa uma perda para o cenário do Rio. ‘‘O Rio é formado por cariocas que não nasceram aqui, como o Fernando Lobo’’, afirmou. ‘‘Ele não foi apenas um compositor boêmio ou um homem de rádio’’, disse ainda. ‘‘Representou muito para a crônica da cidade’’.

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