Rio- Com suspeita de febre maculosa, o superintendente da Vigilância Sanitária do RJ, Fernando Villas Bôas Filho, de 41 anos, morreu ontem. Ele e o jornalista Roberto Moura, outra vítima fatal, foram inicialmente tratados como pacientes de dengue hemorrágica. Já o aposentado de 62 anos, que também esteve na pousada Capim Limão, em Itaipava, permanece em estado grave no Hospital São Lucas, em Copacabana, na zona sul do Rio.
O resultado dos exames que podem confirmar a doença serão divulgados hoje, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A existência de febre maculosa na região serrana do Rio ainda não foi confirmada. Mas especialistas do Instituto Oswaldo Cruz fizeram hoje um alerta: a falta de informação sobre a doença, detectada, principalmente, no Sudeste, está impedindo o diagnóstico em tempo hábil para que ela seja controlada.
Transmitida pelo carrapato-estrela, muito comum em bois e cavalos, a febre maculosa é tratada com antibióticos. ''Não é uma doença rara. É porque a gente não faz diagnóstico. É por falta de conhecimento. Quando a gente está na universidade sabe das doenças de importância quantitativa. A febre maculosa tem importância qualitativa. Não há grande quantidade de casos, mas os poucos que ocorrem morrem porque as pessoas não pensam (que pode ser a febre maculosa)'', ressaltou a médica Elba Sampaio de Lemos, coordenadora do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do IOC, unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). ''Um dia pode ser fatal'', observou, acrescentando que a doença tem sintomas semelhantes aos de meningite, dengue hemorrágica e leptospirose.

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