Salvador- A chimpanzé Suíça, que poderia ser ''libertada'' está semana da sua jaula do zoológico da capital baiana por um habeas-corpus, morreu no final da manhã de ontem. Ela passou mal logo após ser alimentada. Há a suspeita de que tenha sido envenenada.
A morte revoltou o promotor Heron Santana, da Procuradoria do Meio Ambiente de Salvador, que pediu o habeas-corpus na semana passada, alegando que o animal estava deprimido e não deveria ficar preso numa jaula minúscula. ''Isso é o resultado do descaso e da incompetência dos que dirigem o zoológico'', disse ao saber da morte.
Santana exigiu que a necropsia da chimpanzé seja feita na Faculdade de Veterinária da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a depender da causa da morte pretende processar o zoológico, caso constatados maus-tratos ou negligência. ''Quero apurar as responsabilidades, pois não se pode admitir um absurdo desses inclusive porque a chimpanzé poderia ser libertada esta semana'', disse.
A intenção era transferir Suíça para o santuário de primatas em Sorocaba onde ela poderia interagir com outros macacos da sua espécie. A chimpanzé estava deprimida há cinco meses, desde a morte do macho Geron, de câncer. ''Quando ele morreu, os tratadores do zôo não souberam do quê, só descobriram a doença após a necropsia'', disse Santana. A macaca teria se sentido mal após receber comida, por volta das 11 horas, morrendo em seguida, o que leva o promotor a suspeitar de envenenamento.

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