Morre bombeiro que sofreu parada cardíaca em resgate
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
Campinas - O bombeiro Assis Degrossoli Filho, de 42 anos, que estava internado no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), morreu às 22h50 de anteontem, por afogamento e falência de múltipla dos órgãos.
Durante as fortes chuvas do final da tarde de segunda-feira, o sargento Degrossoli Filho se atirou na correnteza, na Avenida Princesa D'Oeste, no Jardim Proença, para retirar moradores que estavam sendo arrastados dentro de seus veículos.
O bombeiro estava de colete salva-vidas e tentava levar uma corda para os ocupantes de um carro. Não conseguiu resistir à força das águas e sofreu uma parada cardíaca. Ele foi levado por outros bombeiros ao hospital, mas morreu em consequência do afogamento. Seu corpo foi enterrado na Mausoléu do Soldado, no Cemitério da Saudade, no final da tarde de ontem.
Com a morte do bombeiro sobe para cinco o número de vítimas fatais em consequência das chuvas de segunda-feira, em Campinas, a 90 quilômetros de São Paulo. Três pessoas de uma mesma família morreram no Parque Imperador um dos mais atingidos. Uma jovem de 21 anos foi soterrada na tubulação de água no Jardim Tamoios, também em Campinas.
Em Valinhos, um rapaz de 22 anos morreu ao cair dentro de um bueiro e ser levado pela correnteza. Um homem continua desaparecido no Jardim Melina, em Campinas.
Degrossoli Filho atuava como bombeiro há 22 anos, 8,5 dos quais no 7º Grupamento, em Campinas. Era comandante de prontidão e da guarnição de autobomba, o caminhão usado para apagar incêndio. Os colegas lamentaram sua morte. ''Era um líder nato, leal, cumpridor de metas. Agora é um herói, com honras militares'', afirmou o bombeiro e tenente Alecsandro Vieira.
Ocorrências - A Defesa Civil de Campinas informou que havia atendido 333 ocorrências até o final da tarde de ontem, 1.850 casas foram alagadas, quatro desabaram e 320 pessoas permaneciam desabrigadas, em quatro abrigos municipais.


