Londrina - Morreu na noite de sexta-feira (16), no Hospital Infantil Sagrada Família, em Londrina, a pequena Yasmin Gomes. Ela estava internada na UTI Neonatal havia 38 dias, desde ser dada como morta logo após o parto e acordar três horas depois, na capela do Hospital Doutor Lincoln Graça, em Joaquim Távora (Norte Pioneiro). A família preferiu não fazer velório e o corpo do bebê foi enterrado no Cemitério Municipal de Joaquim Távora na tarde de sábado.
Yasmin era a primeira filha do encarregado de produção Cleverson Carlos Gomes, 26, e da fotógrafa Jenifer da Silva Gomes, 22, moradores do bairro Asa Branca, em Joaquim Távora. Abalados, eles preferiram não conceder entrevistas. O pastor Jorge Teodoro Rodrigues, amigo da família, lamentou a morte da garota, mas ressaltou que a pouca idade do casal favorece para eles terem outros filhos. "A perda de um filho é irreparável, mas eles têm muito tempo pela frente e outros filhos virão".
Rodrigues já havia advertido a possibilidade de a garota não resistir ao tratamento. Segundo ele, mesmo com a dor da perda, a família está conformado, pois estava preparada para o pior. "Temos que aceitar a vontade de Deus, que é soberana. Sempre há um propósito e nem sempre é fácil de se entender, ou aceitar", disse. Segundo ele, o casal marcou uma viagem de uma semana para se acalmar.
Na época, o caso foi apontado como milagre até mesmo pela equipe médica que realizou o parto. O pulmão de Yasmin não expandiu após o parto e os médicos permaneceram por quase uma hora tentando reanimá-la. Como os aparelhos indicavam a ausência de respiração e de batimentos cardíacos, a menina foi colocada em uma caixa no altar da capela do hospital para ser levada pela funerária. Três horas depois, a avó percebeu que a neta mexia as pernas.
O médico responsável pelo parto, Aurélio Filipak, explicou que o tempo que o bebê ficou sem oxigenação pode ter causado danos graves. Segundo a assessoria do Hospital Infantil, o quadro clínico de Yasmin era muito delicado. A família não acredita em erro médico, porém o delegado de Joaquim Távora, Rubens José Perez, afirmou que se houver suspeitas de negligência médica, um inquérito pode ser aberto para investigar o caso.

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