Morre bebê infectado na UTI do HU
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terça-feira, 06 de março de 2007
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Um dos cinco recém-nascidos infectados por uma bactéria na UTI neonatal do Hospital Universitário (HU) de Londrina morreu há 11 dias, ainda durante a internação. O fato não havia sido divulgado até então e, na semana passada, a assessoria de imprensa informara à FOLHA que a situação estava inalterada.
Ontem, a médica Jaqueline Dario Capobiango, do Centro de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH), declarou que a morte do bebê ''teve relação'' com a infecção hospitalar, mas que esta não teria sido sua causa direta. ''Isso quer dizer apenas que o óbito ocorreu durante vigência de tratamento contra a infecção, mas não dá para dizer que a bactéria foi a causa'', atestou.
A criança não teve nome, nem idade divulgados. Jaqueline explicou que o bebê nasceu prematuro e sempre apresentou um quadro delicado, sendo o único dos cinco infectados que não respondeu ao tratamento. Segundo ela, o recém-nascido sofria de hipoplasia pulmonar (desenvolvimento insuficiente do órgão) e já desenvolvera pneumonia por outro agente que não a bactéria responsável pela infecção.
A médica frisou que uma hemocultura realizada no bebê, ainda em vida, não confirmou a presença da bactéria no sangue. Sob outros critérios clínicos e laboratoriais, contudo, pode-se dizer que ele foi infectado. Questionada se o CCIH deveria abrir procedimento para apurar o caso, Jaqueline afirmou que não era necessário. ''Pode-se realizar necropsia quando há dúvida sobre a causa da morte, mas nesse caso não foi preciso'', assegurou. Ela não soube dizer o que constou no atestado de óbito do paciente.
Até ontem havia três recém-nascidos infectados no HU - dos cinco iniciais, um morreu e outro teve alta. De acordo com a médica, os remanescentes ''estão melhorando''. Em toda a UTI neonatal, há cinco bebês internados. Outros sete estão na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI). Desde o dia 15 de fevereiro, quando a infecção foi detectada, o setor está interditado. Não há um prazo determinado para a liberação.
A assessoria de imprensa do HU informou que também soube da morte do bebê somente ontem. O promotor de Defesa da Saúde Pública de Londrina, Paulo Tavares, tomou conhecimento do caso pela reportagem. ''Terei uma reunião com a direção do HU na quinta-feira (amanhã) e irei questionar sobre isso. Se eles não têm certeza (sobre a causa do óbito), precisa ser investigado'', disse.


