Curitiba- O diretor, ator e radialista curitibano Paulo Friebe morreu ontem pela manhã em Curitiba, aos 44 anos. Segundo amigos, ele estava internado desde a semana passada no Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), devido a um derrame. Ele está sendo velado no Cemitério Municipal e hoje à tarde será cremado.
Um dos personagens mais conhecidos da vida cultural curitibana, Friebe atuou em várias peças de teatro e apareceu em mais de 30 filmes. Entre eles, ''Onde os Poetas Morrem Primeiro'', dos irmãos Schumann, ''A Guerra do Pente'', de Nivaldo Lopes, ''Cronicamente Inviável'', de Sérgio Bianchi, ''Aldeia'', de Geraldo Pioli, e ''Adeus Menino'', de Beto Carminatti.
Como diretor e roteirista, assinou, entre outros, ''Bento Cego'', em parceria com Geraldo Pioli, ''Domingo no Parque'', ''Ah... Essa é Boa!'' e ''Cachorro não, Chichorro!'', com Arnoldo Friebe. Também trabalhou com produção de programas de rádio na FM Educativa do Paraná.
Ontem, no velório, Pioli expressou sua admiração pelo amigo, com quem trabalhava há cerca de 20 anos. ''Em um de meus filmes, 'Templo das Musas', ele fez o papel de um carteiro apaixonado por cinema. Ele foi exatamente isso, porque trabalhou como carteiro e sempre foi fascinado por cinema'', disse o cineasta. ''Friebe foi uma pessoa ímpar. Uma grande figura humana, generosa, alegre, que contagiava todo mundo. É um tipo de alma em extinção''.

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