Morre aos 89 anos o
cantor Silvio Caldas
O cantor carioca Silvio Caldas morreu ontem, às 17h30, em Atibaia (65 quilômetros ao norte de São Paulo), onde morava havia mais de quatro décadas. Ele tinha 89 anos e, segundo informações preliminares, morreu de insuficiência pulmonar. Caldas vivia em um sítio com a mulher, Miriam, 50, os filhos Roberto, 21, Camila, 20, e o neto Vinícius, 2, filho de Camila. Enfraquecido por uma cirurgia no joelho que sofreu há três meses, depois de uma queda, havia sido forçado a parar de beber - então, parou também de se alimentar. Há dois anos, quando do lançamento da caixa de CDs ‘‘O Caboclinho Querido’’, ele afirmou que havia tomado durante o dia oito doses de uísque e que chegaria a 16 até a noite. Ultimamente, quase não falava mais, se comunicando principalmente por meio de sinais. Preferia fazer sinais de ‘‘positivo’’ e ‘‘mais ou menos’’ com a mão e permanecia o dia inteiro deitado. ‘‘Não estou triste, estou doente. Sinto até caxumba’’, disse no último dia 26. Mito da música popular brasileira entre os anos 30 e 50 e co-autor, com Orestes Barbosa, do clássico ‘‘Chão de Estrelas’’, estava internado desde a última sexta-feira na Clínica de Repouso Elo. (AF)

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