Foi sepultado na tarde de sexta-feira (30), no Cemitério São Pedro, em Londrina, o corpo do neurocirurgião Pedro Garcia Lopes. Ele morreu na quinta-feira (29), aos 82 anos.

O médico foi presidente da AML (Associação Médica de Londrina) e professor titular de neurocirurgia da UEL (Universidade Estadual de Londrina). Ele era irmão do também médico e primeiro reitor da UEL, Ascêncio Garcia Lopes.

Graduado em medicina pela PUC (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), em 1967, Pedro Garcia Lopes especializou-se em neurocirurgia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) entre 1968 e 1970.

Mas foi na UEL que ele obteve o título de doutor em medicina, além de realizar pós-doutorado em dor pela Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha.

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Reconhecido nacionalmente, foi membro emérito da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, membro titular da Academia Brasileira de Neurocirurgia, da Academia Brasileira de Neurologia e da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, além de possuir os títulos de especialista em Neurologia e Neurocirurgia. Atuou ainda como chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital do Coração de Londrina

À frente da AML por dois mandatos, Pedro Garcia Lopes exerceu uma gestão marcada pelo fortalecimento institucional e pelo compromisso com a valorização da classe médica. "Durante sua presidência, destacou-se por reforçar o papel histórico da AML como entidade que nasceu junto com Londrina e esteve presente nas principais lutas políticas, sociais e sanitárias do município", ressaltou em nota a Associação Médica de Londrina.

Segundo a entidade, entre as principais ações de sua gestão, ficaram o fortalecimento da atuação política e representativa da AML, com a conquista de uma cadeira definitiva no Conselho Municipal de Saúde, ampliando a voz da classe médica nas decisões sobre saúde pública.

"Ele também intensificou a programação científica da associação, com cursos, simpósios, seminários e congressos contínuos para atualização profissional, mantendo uma média expressiva de eventos mensais, e ampliou a participação da AML em âmbito estadual e nacional, fortalecendo o diálogo com entidades médicas do Paraná e do Brasil. Foi na sua gestão que a Associação Médica de Londrina expandiu sua atuação nas áreas cultural e social, sem perder o foco científico e institucional", afirmou.

(Com assessoria da AML)

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