Morre a policial feminina baleada na porta de escola em SP
São Paulo, 27 (AE) - A soldado Luciana Aparecida Souza de Andrade, de 26 anos, morreu hoje no Hospital do Campo Limpo, na zona sul da capital. Ela havia sido baleada na cabeça na sexta-feira passada quando abria o portão da Escola Estadual Francisco de Paula Conceição Júnior. Luciana é a segunda policial feminana assassinada em escolas na Grande São Paulo neste ano - cinco outras foram baleadas. Ao todo, 31 PMs morreram em serviço em 1999.
Luciana, que estava internada desde o a sexta-feira, era solteira e estava na Polícia Militar havia três anos. Ela será enterrada amanhã (28), às 9h30, no Mausoléu da Polícia Militar, no cemitério do Araçá. Ela foi foi atingida quando abria o portão para as crianças da escola que estavam chegando. Um Monza preto parou em frente da escola e dele desceram dois homens. O carro seguiu. Um dos homens atirou e a dupla fugiu a pé pela rua.
O 47.º Distrito Policial ainda não conseguiu prender o assassino da policial. "Antes do crime o pessoal ficava na rua assistindo aos jogos de futebol, à noite, na quadra da escola; hoje, não fica ninguém", disse Rogério Martins, de 16 anos, aluno da 7.ª série do período noturno. A escola, que fica na Rua Domingos Sequeira, no Jardim Mitsutami, zona sul de São Paulo, tem cerca de 2.000 alunos em três períodos.
Policiamento - Desde o crime, a 1.ª Companhia do 2.º Batalhão Feminino não designou nenhuma policial para substitutir Luciana. Segundo o batalhão, por enquanto, o patrulhmento da escola está sendo feito pela ronda escolar - um carro com duas policiais está passando pela escola e por outras escolas do bairro. De acordo com a direção da escola, o ambiente está tranquilo. Martins disse que os pais de alunos ficaram preocupados com o crime, pois isso nunca havia ocorrido antes no local.





