Morgan diz que papéis brasileiros continuarão a enfrentar dificuldades
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quarta-feira, 25 de agosto de 1999
Por Rodney Vergilli 
São Paulo, 26 (AE) - O presidente do Morgan Stanley no Brasil, Francisco Gros, disse hoje que os papéis de empresas brasileiras no exterior deverão continuar a apresentar volatilidade este ano, uma vez que os investidores não conseguem visualizar as perspectivas de longo prazo para a economia brasileira. O índice preço/lucro das empresas brasileiras é a metade do indicador norte-americano. Gros diz que o investidor externo não avalia somente a relação preço/lucro (que permite avaliar a perspectiva de retorno do investimento) mas também a expectativa de longo prazo.
Segundo Gros, o preço das ações no Brasil é baixo, mas não há perspectivas de valorização acentuada das ações a médio prazo. Os índices de preços das Bolsas latino- americanas acompanham as do Brasil. Gros fez hoje palestra patrocinada pela consultoria Deloitte Touche Tohmatsu sobre como acessar o mercado de capitais dos Estados Unidos.
O total de papéis de dívida passou de US$ 5,7 bilhões em 1991 para US$ 65,4 bilhões em 1997, declinando para US$ 41,7 bilhões em 1998. Segundo ele, há uma perspectiva crescente de fluxo de investimentos institucionais em papéis brasileiros e queda na participação de pessoas físicas. Ele observa que os investimentos estrangeiros diretos no Brasil têm crescido, passando de 0,1% do Produto Interno Bruto em 1990, para 3,4% em 1998 com a estimativa de 3,8% em 1999. Gros entende que os juros norte-americanos não deverão sair este ano do patamar de 5,25%.


