Mordechai, acusado de assédio sexual, se afasta do governo7/Mar, 13:29 Jerusalém, 07 (AE-AP) - O ministro dos Transportes Yitzhak Mordechai afastou-se temporariamente de seu cargo hoje (07) depois que a polícia começou a investigar uma denúncia de que ele molestou sexualmente uma jovem funcionária do ministério. Mordechai, um ex-general altamente condecorado que também serve como vice-primeiro-ministro, negou a acusação numa emocionada entrevista à televisão. "Essas coisas nunca aconteceram", garantiu. A funcionária de 23 anos, cujo nome não foi divulgado, alega que Mordechai a forçou a sentar num sofá de seu escritório e colocou a mão sob sua blusa. O advogado da jovem disse que o incidente, que teria ocorrido em 25 de fevereiro, não foi o primeiro de assédio por parte de Mordechai à funcionária. A auto-imposto afastamento de Mordechai priva o primeiro-ministro Ehud Barak de um importante colaborador em seu gabinete e no parlamento, no momento em que sua coalizão sofreu uma delicada derrota na questão de uma possível paz com a Síria. Mordechai também servia num comitê, junto com Barak e o ministro do Exterior David Levy, formado recentemente para decidir sobre a intensidade das respostas israelenses a ataques de guerrilhas libanesas contra soldados e civis israelenses. Mordechai foi ministro da Defesa no governo do predecessor de Barak, Benjamin Netanyahu. Ele renunciou ao cargo em janeiro 1999 em vista de desacordos com Netanyahu e concorreu mas eleições de maio de 1999 para primeiro-ministro. Ele abandonou a disputa um dia antes da votação, com pesquisas mostrando que ele tinha menos de 10 por cento das preferências. Depois da eleição, Mordechai levou seu novo Partido Centrista a integrar-se à coalizão de Barak.

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