Os moradores da localidade de Carambiú foram os primeiros a notar que havia algo de errado no oleoduto da Petrobras. O sistema passa pelo local e a comunidade foi contratada pela estatal para fiscalizá-lo. No momento em que o defeito foi percebido, eles acionaram a Petrobras em Paranaguá e tentaram estancar o óleo diesel com sacos de areia e barro.
O agricultor Alfredo de Basto, 50 anos, foi um dos voluntários. Ele conta que por volta das 9 horas, passou pelo ponto onde ocorreu o rompimento e afirma que não havia nada de errado no local.
Basto transportava material de construção para a casa de um amigo. No retorno, cerca de 90 minutos depois, o agricultor viu o vazamento e os primeiros funcionários da Petrobras tentando impedir que o combustível continuasse se alastrando pelo córrego.
As pescarias no córrego Rio do Meio, atingido pelo vazamento, não vão mais reunir os amigos do agricultor Valter Firmino de Paula, 30 anos. Ele costumava pescar lambaris e bagres no córrego. ‘‘A gente se reúne nos finais de semana para pescar, mas agora vamos ter que esperar uns dois anos. Não vai dar mais nenhum peixe por a풒, disse o agricultor, enquanto olhava a água tomada por uma coloração amarela e espuma produzidas pelo óleo diesel. (D.V.)

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