Salvador - Moradores do município de Serra do Ramalho, a 843 quilômetros de Salvador, tentaram invadir a delegacia local para linchar o vigilante Josenaldo Ferreira, sua mulher Idenícia de Souza e a irmã dela Eliete Alves. Os três teriam confessado ter matado a garota I.S., de 2 anos, em ritual de magia negra. Terça-feira, um grupo de moradores tentou entrar na delegacia mas foi contido pelos policiais.
O crime foi descoberto porque Idenícia levou a menina para o hospital do município, no início da semana. I.S. estava muito debilitada, não resistiu aos ferimentos e morreu anteontem. Os médicos constataram que a menina apresentava marcas de queimadura de 3º grau e escoriações generalizadas. Além disso comprovaram que houve violência sexual.
Alertado para o fato, o delegado Marco Antonio Gonçalves interrogou Idenícia que teria confessado tudo. Segundo ela, a idéia do ritual foi de Ferreira, padrasto da garota. Ele havia entrado numa seita de magia negra quando morava em São Paulo.
Há dois meses na Bahia, Ferreira convenceu Idenícia que ela estava sob o domínio de um ''ebó'', expressão ligada ao candomblé, e precisaria sacrificar a filha para se livrar do problema. Vestido com colares de contas e roupas coloridas, que dizia fazer parte da indumentária da seita, Ferreira fez durante seis dias os rituais que consistiam basicamente torturar a menina, imobilizada pela mãe e a tia.
Em São Paulo, cerca de 200 funcionários da Febem entraram em confronto, na manhã de ontem, com a Tropa de Choque da Polícia Militar, em frente à unidade Brás (centro da capital). Os manifestantes tentavam impedir a saída de 90 menores para audiências. De acordo com o sindicato, uma pessoa ficou ferida durante a confusão. Os funcionários estão em greve desde o dia 26 de agosto.

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