Moradores têm saudade de trens para passageiros
Araçatuba, SP, 02 (AE) - O trem foi, por décadas, o único meio de transporte disponível para passageiros e carga no noroeste paulista. Hoje, para muita gente, como João Belmiro, de 84 anos, só a nostalgia e os restos de construções abandonadas ainda provocam saudades.
Belmiro mora em Paranápolis, pequeno povoado rural de Andradina. Na década de 30, o vilarejo possuía uma estação ferroviária bem mais movimentada que a do município-sede. "Sou do tempo da maria-fumaça e essa ferrovia era nosso orgulho", diz o velho comerciante, que ainda mantém na frente do que restou da velha estação um empório de secos e molhados.
O prédio do terminal ferroviário desabou há vários anos, mas Belmiro ainda alimenta a esperança de ver o trem voltar a circular com passageiros. "Basta eles olharem novamente para os pobres, porque o bilhete de transporte era quase de graça."
Reformas - Em cidades da Alta Noroeste, como Araçatuba, Valparaíso, Andradina e agora Castilho, as velhas estações de trem só estão sendo preservadas porque prefeituras e população resolveram assumir os custos das reformas. A de Castilho está sendo preparada para ser a sede do Lions Clube local. A prefeitura ofereceu a mão-de-obra e os associados do Lions, o material de construção. A autorização para a obra partiu da Rede Ferroviária Federal, que ainda é responsável pelos imóveis situados numa faixa de 30 metros do local por onde passam os trilhos.





