Moradores têm dia de faxina após temporal
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de outubro de 2013
Vitor Ogawa e Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Londrina A sexta-feira foi um dia de muito trabalho para os moradores de Londrina que tiveram as casas afetadas pela forte chuva de quinta. Este foi o caso da dona de casa Lucinda Monteiro, de 44 anos, que iniciou o dia limpando os cômodos invadidos pela água, no Jardim Paris (zona norte de Londrina). Ela conta que a enxurrada costuma descer em direção à Rua Roberto Romanelli e as pessoas que vivem no bairro ficam em alerta a qualquer previsão de chuva forte.
A moradora da casa vizinha, Mirian Martins, e o marido Antônio Martins retiraram a lama da casa e consertaram o telhado já nas primeiras horas da manhã. A água invadiu o quarto do casal, que precisou dormir na cozinha. "A água começou a subir e ouvimos barulhinhos pequenos de granizo no telhado", contou Mirian. Algumas telhas precisaram ser substituídas.
Ao lado do Lago Cabrinha, a dona de casa Cleonice Gomes, de 41 anos, nem pôde deixar a residência durante a chuva. "Os carros não conseguiam passar por aqui. A rua ficou interditada por uns 40 minutos. Não dava nem pra ver a calçada. Nós já limpamos as duas bocas de lobo por conta própria porque a Prefeitura não fez o serviço", reclamou.
O secretário municipal de Obras, Sandro Nóbrega, disse que os bueiros na região não estavam entupidos. Ele ressaltou que o problema é que a chuva de foi acima da média. Sobre o Jardim Paris, ele afirmou "o que deve ter acontecido lá não difere de outras regiões da cidade" e atribuiu o problema à má educação da população, que joga lixo na rua.
No Jardim Franciscato (zona sul), cinco residências localizadas na Rua Tiomi Kawabata foram interditadas em função do colapso de uma galeria pluvial provocada por entupimento. O gesseiro Marcos Vinícius dos Santos, de 27 anos, que teve a casa invadida pela água, diz que perdeu tudo. "Tínhamos acabado de reformar a casa. Eu ainda estava pagando as parcelas dos móveis e eletrodomésticos", revelou. A marca da água na parede chegou a 70 cm de altura.
A garçonete Eliandra Navarro da Silva ajudou o pai, Clóvis Vieira da Silva, de 79 anos, a realizar a limpeza de uma das casas interditadas. O muro de arrimo do terreno caiu e atingiu um carro e uma moto.
A dona de casa Otídia Alves da Cruz, de 42, precisou ser medicada depois de ver que havia perdido tudo. "Ela não aguentou ver tudo isso", relatou a mãe, Santa Luiza da Cruz, de 65 anos. Colchões, armários, roupas, máquina de lavar são alguns dos itens que ela perdeu em meio à lama.
Funcionários municipais estiveram no bairro para auxiliar os moradores. A gerente administrativa do Provopar, Ana Lúcia Conde, informou que a entidade tem donativos para ajudar as vítimas da chuva de quinta.


