Moradores reclamam de precariedade de via
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sexta-feira, 13 de julho de 2012
Danilo Marconi <br> Reportagem Local 
Londrina - Moradores da Vila da Prata, na Zona Rural de Cambé, reclamam da precariedade do pavimento de uma das principais estradas da região. Pelo menos seis quilômetros de asfalto da Estrada da Prata estão deteriorados. O restante vai aos poucos sendo engolido pela erosão, atrapalhando o deslocamento das pessoas e o escoamento da safra.
A Estrada da Prata, continuação da PR-536, foi pavimentada na década de 1990. O município de Cambé (Norte) foi beneficiado pelo programa Caminhos do Saber, lançado na gestão do ex-governador Jaime Lerner. Na época foram investidos milhões de reais no asfaltamento de estradas rurais para facilitar o deslocamento de estudantes até as escolas, alternativa para evitar a evasão escolar nas zonas rurais. Ao todo, 14 quilômetros foram pavimentados na Estrada da Prata. O Caminhos do Saber não contou com um fundo de reserva para ser aplicado na manutenção dessa estradas. A Prata não recebe recape há muito tempo.
''Tem sitiante na região que tem estradas em melhores condições que a Prata. O moledo nessas propriedades são compactados e dá para trafegar. Aqui nesse asfalto é perigoso'', reclamou o vendedor Moisés Gomes dos Santos.
Cansados, sitiantes tentaram recuperar os estragos provocados pelas últimas chuvas com recursos próprios. Ontem, máquinas ocuparam um pequeno trecho onde a erosão arrastou 30 metros da lateral da pista. Produtores usaram dois tratores, uma carreta basculante e oito toneladas de detritos para tapar os buracos.
''Ninguém ajuda, não faz nada. A gente tem que fazer com maquinário próprio para conseguir escoar a safra. Se a gente não faz isso a colheitadeira não passa'', explicou o agricultor Bruno Henrique Maio.
''Já estou enjoado de reclamar. O povo do campo é esquecido (pelas autoridades). O projeto de recuperação não sai do papel'', reclamou o lavrador Evaldo de Andrade. Ele trabalha em uma propriedade que tem 160 alqueires de milho plantados.
O prefeito João Pavinato (PSDB) garantiu que a equipe de operações passa constantemente na região, mas admite que o trabalho é pouco eficiente. ''Esse recape foi originalmente feito para suportar o peso de vans, mas os veículos que trafegam na zona rural são pesados. Os caminhões passam, racham o asfalto e provocam infiltrações. Na primeira chuva causa erosão. Fazer o recape seria jogar dinheiro fora'', afirmou.
Ele defende a elaboração de um novo projeto para a Estrada da Prata. ''A manutenção dela hoje é caríssima e, na verdade, a cada colheita arrebenta. O remédio para isso é não permitir o tráfego de caminhões, como é impossível, então devemos fazer um novo projeto, consertando o sistema de escoamento para impedir novos problemas e fazer o recape asfáltico'', explicou.
Pavinato gestiona junto ao governo a liberação de cerca de R$ 7 milhões para a execução da obra. ''Estou em tratativas com o governo do Estado para fazermos essa pista dentro dos padrões de qualidade para suportar o tráfego de caminhões.''


