Londrina – Amigos e parentes do empresário Albino Marcos, vítima de latrocínio ocorrido no início do mês passado no Distrito de Guaravera, zona sul, protestaram ontem em frente ao Fórum de Londrina. Na 2ª Vara da Infância e Juventude ocorreu uma audiência sobre o crime.
Dois adolescentes estão apreendidos provisoriamente acusados de participação no crime. O casal, de 15 e 17 anos, teria idealizado e executado o roubo em conjunto com outros dois maiores de idade que também foram presos. Caso não haja sentença em duas semanas, os adolescentes podem ser liberados do Centro de Socioeducação (Cense I).
Os manifestantes usaram faixas e cobravam Justiça. "Está muito difícil para a família, principalmente nossa mãe de 82 anos que não para de chorar", lamentou a irmã da vítima, Maria de Fátima Marcos Mendes.
Familiares da vítima engrossam o movimento de redução da maioridade penal, lançado depois do quarto caso de latrocínio neste ano em Londrina. "Queremos sensibilizar nossos legisladores, promotores e juízes. Os adolescentes não podem ser apreendidos seis, sete, oito vezes e serem colocados nas ruas poucos dias depois. Nosso sistema tem que mudar", criticou o irmão do empresário de Guaravera, Brigílio Marcos.
O juiz Luiz Valério dos Santos ouviu ontem cinco testemunhas de acusação, dentre elas a mulher do empresário morto, Adelina Nascimento, de 58 anos. Ela, que se locomove com auxílio de cadeira de rodas, se recupera de dois tiros que a acertaram durante a ação dos marginais.
"Os depoimentos foram muito esclarecedores e narram bem o que aconteceu naquele dia", explicou o promotor Leandro Antunes Meireles Machado. Outros detalhes não podem ser revelados porque o procedimento corre sobre segredo de Justiça. Ele pediu para mais uma pessoa ser ouvida na próxima audiência, agendada para semana que vem, para reafirmar o ato infracional cometido pelo adolescentes. Só depois de ouvi-los os promotor deve solicitar a medida socioeducativa aos acusados.

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