Londrina - O viaduto inacabado do cruzamento da PR-445 com a Avenida Dez de Dezembro, na Zona Sul, voltou a ser ponto de manifestações de moradores da região. Dessa vez, o protesto partiu de motoristas residentes nos conjuntos Cafezal, Acapulco, Tarobá, Del Rei e imediações, que por volta das 17h30 de ontem ocuparam o espaço localizado embaixo do viaduto.
Um dos manifestantes, o comerciante Valdir Custódio, explicou que a mobilização não tinha o objetivo de cobrar a retomada imediata das obras no local, como foi o mote dos protestos realizados nos dois últimos sábados por moradores do Jardim Ouro Branco. A reivindicação de ontem foi para que o trecho interditado sob o viaduto seja liberado ao tráfego de veículos.
"Queremos que a passagem de carros embaixo do viaduto seja liberada enquanto a obra estiver parada, porque com a interdição daquele trecho temos que trafegar por mais de 500 metros nos dois sentidos da PR-445 para fazer o retorno. Para nós que estamos do lado de baixo da rodovia, passar por ali nos horários de pico para ir trabalhar, levar parente no hospital está muito complicado. Quando algum carro quebra, então, é um Deus nos acuda", afirmou Custódio, morador no Cafezal 1 há mais de 30 anos.
Os manifestantes prometeram que não interditariam nenhuma das pistas até o fim do protesto a fim de mostrar à população que além de legítima a causa era pacífica. A preocupação dos moradores é que a obra no cruzamento, um dos mais movimentados da cidade, demore demais para ser finalizada. "A gente não sabe nem quando vão voltar a trabalhar, quanto mais quando vão acabar. Pode durar meses, pode durar anos. Por isso pedimos a liberação do trecho", reforçou o comerciante.
O superintendente do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), José Ferreira Heidegger, afirmou que o órgão discutirá com a empreiteira responsável pela obra a possibilidade de realizar as intervenções solicitadas pelos moradores do Cafezal. Ele reiterou que o projeto original já prevê a construção de uma nova rotatória embaixo do viaduto, com sinalização e instalação de semáforos.
"Já estamos em negociação com a empreiteira para que as obras sejam retomadas o quanto antes e se será possível antecipar as intervenções embaixo do viaduto. O que for feito, terá que seguir o projeto original, para não termos que refazer o serviço", disse o superintendente, descartando uma intervenção paliativa naquele trecho por questões de segurança. As obras no viaduto da PR-445 com a Dez de Dezembro estão paralisadas há mais de dois meses por falta de verbas.

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