A mobilização parece ter dado certo para moradores da Zona Sul de Londrina. Ontem, eles obtiveram das autoridades a promessa de licitação das obras de um viaduto com passarela no Conjunto Jamile Dequech, sobre a PR-445. A construção, orçada em R$ 800 mil, compreende uma travessia entre o bairro e o Jardim União da Vitória. Há anos que a iniciativa vinha sendo requerida na região como forma de acabar, ou pelo menos reduzir, o alto índice de acidentes de trânsito no local.
O assunto foi debatido ontem durante sessão na Câmara de Vereadores, com alunos de escolas dos dois bairros, pais e educadores, nas galerias, à espera de uma solução. No plenário, a convite do vereador Roberto Fu (PDT), estiveram representantes do governo do Estado, do Município, líderes comunitários e o comandante da 2 Companhia da Polícia Rodoviária Estadual, capitão Sidnei Fernandes Garcia.
Durante a reunião com os parlamentares, o superintendente do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Wilson Luiz Bazzo, assegurou que o orçamento já garantido para a obra possibilitará abertura de processo licitatório para no máximo três meses. A afirmação foi ratificada pela coordenadora da futura Região Metropolitana de Londrina (RML), Elza Correia.
''O viaduto em si não é demorado; o que demanda mais tempo é o acesso a ele, já que há rochas no local'', afirmou Bazzo, definindo que o empreendimento ''deve acabar dentro de seis a oito meses''.
Conforme Bazzo, parte do investimento na obra deverá ter contrapartida municipal, já que acontecerá em área fora do domínio do DER. Ainda no âmbito da PR-445, contudo, ele informou que a prioridade após o viaduto - que terá passarela, junto - no Jamile serão obras na intersecção da rodovia com a Avenida Harry Prochet.
Mães de alunos e professores estavam apreensivos com a situação vivida atualmente com a ausência de viaduto ou passarela. A professora Sueli de Souza, por exemplo, comentou que alunos de três turnos correm risco diariamente ao atravessar a intersecção dos dois bairros.
''Já vimos um aluno do União ficar paraplégico, ano passado, atropelado ali. Antes que aconteça mais alguma coisa, é preciso prevenir, e rápido, pois o ponto em questão fica praticamente em uma curva. Um perigo'', assusta-se.
Para a dona de casa Mirta Vidal, é preferível o neto de sete anos andar mais que o dobro da distância entre a casa dela até a escola no União, que ir para a escola no outro lado da rodovia. ''Tudo para evitar aquilo lá. Se em 2008 ele tiver de mudar de escola, espero o viaduto, ou ele não vai. Para quem esperou 10 anos, espera mais um pouquinho''.

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