Moradores fecham BR-369 após morte
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Jataizinho - Um atropelamento fatal no perímetro urbano da BR-369, em Jataizinho, gerou uma manifestação dos moradores que querem a instalação de redutores de velocidade. O acidente ocorreu no km 129 por volta das 16 horas de ontem e provocou o bloqueio da rodovia por mais de duas horas.
A vítima do atropelamento foi a microempresária Ângela Conceição Yamamoto, de 39 anos, que trabalhava junto com o marido em uma oficina mecânica localizada às margens da BR-369, a poucos metros do local do acidente. O cunhado da vítima, Lauro Ferreira Marques, contou que Ângela tinha acabado de sair da casa dele, que também fica ao lado da rodovia. Ela veio pegar um remédio e estava voltando para a oficina quando foi atingida pelo carro, lamentou.
A mulher foi atropelada sob a faixa que divide as pistas por um Honda Civic de Siqueira Campos conduzido pelo comerciante Waine Barbosa. Ela chegou a ser socorrida por uma ambulância da Concessionária Econorte mas morreu ao dar entrada no Hospital Cristo Rei, em Ibiporã. Bastante abalado, Barbosa relatou que a mulher teria atravessado na frente de um outro veículo que transitava em sentido contrário. Ela se preocupou com o outro carro e não olhou para mim. Pensei que fosse parar no meio da pista mas ela continuou a andar, detalhou. O comerciante disse que freou e tentou desviar mas não conseguiu. Ele parou para prestar socorro mas foi retirado do local pela Polícia Rodoviária Estadual.
O dono de um posto de combustíveis no local, Itauby Neto, disse que já encaminhou nove pedidos para instalação de redutores de velocidade do trecho mas não obteve resposta nenhuma por parte do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR) e da Concessionária Econorte. Pessoalmente, o motorista não teve culpa. Os carros desenvolvem velocidade porque a pista permite isso, apontou. Segundo o comerciante, esta seria a segunda morte nos últimos quatro meses. Os moradores bloquearam a rodovia com pneus em chamas e carcaças de carros.
Na noite de ontem, a FOLHA não conseguiu contato com o DER nem com a Concessionária Econorte.


