Cerca de cem moradores do edifício Palace 1 (prédio interditado, ao lado do Palace 2, implodido há duas semanas, na Barra da Tijuca, zona oeste) fizeram manifestação na manhã de ontem, em frente ao condomínio. Eles pediram a cassação do mandato do deputado Sérgio Naya (sem partido-MG), dono da Sersan - empresa que construiu o prédio - e o custeio, pela empresa, das moradias provisórias.
Das 125 famílias do prédio, 73 estão com diárias em hotel pagas pela prefeitura do Rio, que vai arcar com as despesas até o dia 24. ‘‘Não queremos que essa história acabe em pizza’’, disse o síndico do prédio, o comerciante Eduardo Pascoal, de 34 anos.
O ato de ontem começou com uma oração aos oito mortos no desabamento parcial do Palace II, na madrugada de domingo de Carnaval. Depois, Pascoal distribuiu uma carta de agradecimento a diversas intituições. ‘‘Com esse amor, esse carinho e dedicação que recebemos diariamente de todos vocês, temos a certeza de que renasceremos das cinzas, ou melhor, da poeira que nos cobriu, ceifou vidas inocentes e soterrou muitas memórias’’, diz um trecho da carta, que foi afixada na entrada do edifício.
Adultos e crianças estiveram presentes à manifestação. ‘‘Estamos muito unidos’’, diz a administradora Márcia Montenegro, de 39 anos, moradora do Palace 1. ‘‘Um dos moradores não pôde comparecer porque está viajando, mas o pai dele fez questão de vir prestar seu apoio’’, contou. Para hoje está marcada nova manifestação: os moradores percorrerão de carro o trecho entre o hotel Atlântico (no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste) até o Palace 1, a partir das 12h. A recuperação da estrutura e dos pilares do Palace 1 deve começar esta semana.

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