Moradores de Taiúva estão chocados com atentado a escola
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2003
Agência Estado 
Taiúva - Os moradores de Taiúva, a 370 km de São Paulo, ainda tentam entender o ato do ex-aluno Edmar Aparecido Freitas, de 18 anos. Ele atirou 14 vezes em 9 pessoas 7 estudantes, a vice-diretora e o marido da zeladora e depois se matou, na tarde de anteontem, dentro da Escola Estadual Coronel Benedito Ortiz.
A polícia investiga o caso. O objetivo é descobrir a motivação do atentado e a procedência das armas que estavam com o ex-estudante. Por enquanto, sabe-se apenas que Freitas era um adolescente com problemas de obesidade e muito retraído.
Dos 7 estudantes atingidos, seis estão internados em Bebedouro, assim como Antonio Augustinho de Souza, o marido da zeladora. Pedro Russo Júnior, de 18 anos, levou dois tiros: tórax e bacia. Ele está internado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e hoje passará por uma cirurgia. Pedro corre o risco de ficar paraplégico.
O tio do adolescente, Agnaldo de Souza, informou que ele era calmo, não bebia e não fumava. ''Era um cara normal, sem distúrbios, pelo menos que eu soubesse'', disse o colega Carlos Alberto de Souza.


