São Paulo - Três protestos por moradia e saneamento básico travaram vias nas regiões central, oeste e leste de São Paulo entre a tarde e a noite desta terça-feira. No Morumbi (zona oeste), sem-teto fizeram um protesto entre as 18 horas e as 20 horas contra a reintegração de posse do terreno invadido onde está, desde o início de setembro, a ocupação Chico Mendes.
O grupo saiu em passeata por volta das 18h30 e cerca de 30 minutos depois fechou os dois sentidos da Avenida Francisco Morato, na altura do número 4.000. O grupo fez barricadas com pneus e outros objetos, que foram incendiados. Segundo os manifestantes, cerca de 800 pessoas participaram. Os manifestantes afirmam ter recebido na segunda a ordem de reintegração de posse do terreno, entregue por um oficial de Justiça. A Secretaria Municipal de Habitação e o Tribunal de Justiça foram procurados, mas afirmaram não ter informações sobre o assunto.
"A nossa manifestação é para dar um recado ao [prefeito de São Paulo] Fernando Haddad (PT). Para ver se ele vai ter a coragem de, às vésperas das eleições, despejar essas famílias sem dar solução ao problema de moradia delas", afirmou Natália Szermeta, coordenadora do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) .
No último dia 18, o grupo que invadiu o terreno fez um outro protesto contra um condomínio de luxo construído ao lado da ocupação. O grupo afirma que o prédio foi construído numa área destinada a moradias populares, o que foi negado pela prefeitura. A administração afirmou que apenas uma parte do terreno ao lado do condomínio, onde está a invasão, se enquadra no perfil.

MOINHO
Por volta das 18h30, moradores da favela do Moinho, no centro, fecharam a Avenida Rio Branco. Segundo a PM, cem pessoas interditaram a via com barricadas feitas com blocos de concreto. O viaduto Engenheiro Orlando Murgel ficou interditado nos dois sentidos - foi liberado às 19h30. A polícia dispersou os manifestantes sem que houvesse confronto. Eles reivindicavam saneamento básico na favela.

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