Rio, 20 (AE) - Cerca de 50 ambientalistas e moradores de Copacabana participaram hoje de um protesto, em frente à Rua Santa Clara, contra os altos índices de contaminação por coliforme fecal da areia da Praia de Copacabana, apontados pelo Laboratório Silos, em pesquisa encomendada por uma emissora de TV. A Organização não-governamental (Ong) Cidade Inteligente realizou o ato "Entrou Areia" diante de banhistas ainda desinformados sobre as doenças que podem ser provocadas pela bactéria escheichia coli, a mais encontrada no local. Quem se expõe à bactéria pode ter diarréia e contrair micoses e problemas hepáticos.
Num ato simbólico, o estudante de Sociologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Marco Fonseca jogou um pouco de areia no lixo, usando um par de luvas. "A gente também quer chamar a atenção da população para que combata os valões negros na praia e não leve cães para a areia", disse Fonseca, um dos organizadores da manifestação. Militantes do Partido Verde (PV), Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Democrático Trabalhista (PDT) também participaram do ato.
Balões de gás, faixas e bandeiras traziam dizeres pedindo providências das autoridades municipais e estaduais para a recuperação das condições de banho. Uma das idéias apresentadas pelo grupo foi de que as escavadeiras que varrem a areia lançassem pequena quantidade de radiação na hora da limpeza para matar as bactérias. De acordo com o Laboratório Silos, a areia de Copacabana é a mais poluída do litoral brasileiro.

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