Moradores de cidade do Interior de SP teráo de pagar pedágio para chegar ao centro
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de junho de 1999
Por José Maria Tomazela 
Araçoiaba da Serra, SP, 14 (AE) - Moradores dos bairros Monte Líbano, Santo Antônio e Jardim do Sabiá, em Araçoiaba da Serra, a 115 quilômetros de São Paulo, terão de pagar pedágio para chegar ao centro da cidade. Eles reclamam da praça de cobrança instalada no km 110,5 da Rodovia Raposo Tavares e querem isenção da tarifa de R$ 1,20. "Os bairros ficam no perímetro urbano e a rodovia é nosso único acesso ao centro", disse Maria Solange Gonçalves Arambasic, presidente da Associação de Moradores do Monte Líbano e Santo Antônio.
Segundo ela, o problema ocorreu porque houve alteração no local de instalação do pedágio, previsto para funcionar no km 110, na divisa entre Araçoiaba da Serra e Sorocaba. A mudança de 500 metros, feita por motivos técnicos, acabou prejudicando os moradores. A praça opera em caráter experimental e ainda não há cobrança.
Em encontro realizado ontem, com a participação do prefeito Dirlei Ortega (PSDB), os moradores decidiram exigir anualmente da Viaoeste, empresa concessionária da rodovia, a devolução corrigida dos valores que gastarem com o pedágio.
Segundo Marta, foi proposto à empresa o uso de carteirinha pelos moradores, dando-lhes o direito de passagem livre no pedágio. Mas a Viaoeste não aceitou. A empresa sugeriu aos moradores que usem como alternativa para chegar ao centro uma estrada de terra que passa perto dos bairros. Mas eles dizem que o percurso ficará muito longo e a estrada, estreita, está em estado precário. Parte do leito fica em território de Sorocaba.
A Viaoeste confirmou hoje que se dispôs a fornecer máquinas e equipamentos à prefeitura para a melhoria da estrada. Segundo a empresa, não há outra forma de resolver o problema, pois a hipótese de isenção da tarifa para os moradores dos bairros não está prevista no contrato de concessão da rodovia. O trecho da Raposo entre Araçoiaba e Sorocaba está sendo duplicado pela Viaoeste e a cobrança do pedágio faz parte do custeio da obra. O projeto da obra foi feito pelo governo estadual, que recebe 3% da receita bruta dos pedágios.


