Moradores da Zona Norte de Londrina pedem passarela
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segunda-feira, 11 de junho de 2007
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Moradores do Jardim Tropical (Zona Norte) protestaram no final da tarde de ontem na Rodovia Carlos João Strass, que liga a BR-369 à Avenida Saul Elkind, impedindo a passagem dos veículos. Eles reivindicam a instalação de mais uma passarela para a passagem dos pedestres que se dirigem diariamente ao Conjunto Milton Gavetti. Cerca de 30 pessoas, entre adultos e crianças, permaneceram no local por quase uma hora, causando grande confusão no trânsito e um engarrafamento de pelo menos um quilômetro no sentido Centro/Cinco Conjuntos.
Policiais da Rotam foram acionados para tentar controlar a situação. A revolta dos moradores é que as três passarelas existentes ao longo da rodovia ficam muito longe do trajeto feito, por exemplo, pelas crianças que frequentam escolas e creches no bairro do lado oposto. ''É um absurdo o que fizeram aqui. A gente tem que se arriscar na pista e pular a mureta, porque a passarela mais próxima está a uns 500 metros de distância'', afirma Valdir Nascimento Silva. Segundo ele, a comunidade não foi consultada, à época da duplicação da rodovia, sobre os melhores locais para a instalação das passagens de pedestres.
''Na época da inauguração (no final de setembro do ano passado) nos falaram que iam colocar passarela onde a gente pedisse, mas até nada foi feito'', completou. Outra moradora do bairro, Elaine Cordeiro Costa, se reveza com o pai para levar e buscar o irmão de 5 anos na escola. ''Dia desses a bolsa dele caiu no meio da pista e eu tive que ir chutando, porque não dava para abaixar e correr o risco de ser atropelada.''
O grupo foi para o meio da pista segurando um tronco de árvore. Várias crianças participaram do protesto. Vários motoristas, demonstrando impaciência, davam meia volta na pista ou avançavam com os carros sobre os canteiros.
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou, em nota enviada pela assessoria de imprensa, que está ciente da situação e da reivindicação da população, e que estuda alternativas, juntamente com a prefeitura do município e o Ministério Público, para minimizar o inconveniente no menor tempo possível.


