Moradores da periferia de SP protestam contra lentidão de programa habitacional
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segunda-feira, 29 de novembro de 1999
Por Marcus Lopes 
São Paulo, 29 (AE) - Cerca de 500 moradores da região do Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo, foram hoje ao Palácio dos Bandeirantes protestar contra a lentidão do programa habitacional do governo na região. Os manifestantes reuniram-se com o secretário do Governo e Gestão Estratégica, Antonio Angarita, e o presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU), Goro Hana. O governador Mário Covas esteve rapidamente na reunião, mas saiu em seguida.
O encontro foi pacífico. Os manifestantes exigem uma solução para as 500 famílias do bairro que ainda estão abrigadas em alojamentos do Estado. Elas foram retiradas das áreas com alto risco de inundação e instaladas provisoriamente em abrigos do governo próximos ao local onde moravam. "Elas receberam a promessa de que ganhariam apartamentos da CDHU", diz a vereadora Anna Martins (PC do B), que esteve no Palácio.
Outra exigência é a regularização e urbanização dos lotes que não precisarão ser desocupados. "São mais de 20 mil pessoas que estão em situação irregular e necessitam de beneficiamento como iluminação pública e rede de esgoto", disse Fabio Luiz, representante do Espaço Cultural Jardim Pantanal.
Ele lembrou que a regularização dos terrenos está sendo discutida com o governo estadual há sete anos. "Os proprietários dos terrenos particulares já concordaram em doá-los para a população", completou Luiz.
Segundo o presidente do CDHU, cerca de 500 famílias da região do Jardim Pantanal já estão morando em apartamentos. Até o fim de 2001, disse Hana, outras 2.199 unidades estarão concluídas e serão destinadas para a população da região. "O programa é longo e complexo, não pode ser feito de uma hora para outra", justificou. Uma nova reunião com os moradores foi marcada para o dia 10 de dezembro, no Palácio dos Bandeirantes.
Rrepresentantes de outros movimentos de moradia da capital também compareceram à reunião. "Viemos dar apoio ao pessoal do Pantanal e cobrar outras ações do governo para a área da habitação", disse Júlio Pimenta, coordenador do Movimento de Moradia Paulistana.


