Londrina – Moradores dos jardins Maringá, Pinheiros, Presidente e Itamaraty, na zona oeste de Londrina, apresentaram ontem à Promotoria do Meio Ambiente documentos que comprovariam irregularidades na construção da subestação Canadá da Copel e na instalação de superpostes na região. A documentação foi protocolada também na Promotoria de Defesa da Saúde Pública.
O grupo alega que a proximidade dos superpostes e da subestação às residências coloca em risco a saúde dos moradores. Aponta ainda outros problemas, como a falta de acessibilidade nas calçadas e desrespeito ao espaço mínimo de 20 metros de um poste de alta tensão em relação aos imóveis, além da proximidade com o Lago Igapó 3.
"Constatamos também que o projeto apresentado é diferente do que está sendo executado. Esperamos que possam ser tomadas ações contra as irregularidades e que a subestação seja construída em um local adequado, longe de residências", destacou a professora Valdicéia Frei Videira.
A promotora do Meio Ambiente, Solange Vicentin, explicou que o projeto está sendo elaborado há oito anos e que, por se tratar de obra de interesse público, pode passar por áreas ambientais, como o Lago Igapó, desde que as normas técnicas para instalação sejam respeitadas. "Estão sendo apuradas eventuais irregularidades na concessão das licenças por parte da prefeitura e já solicitei fiscalização em relação a acessibilidade e o cumprimento do Código de Posturas do Município na região", frisou.
A Copel informou que as obras seguem normalmente e que tem "todas as licenças necessárias da prefeitura e dos órgãos ambientais para a execução do projeto".
A subestação Canadá será interligada às subestações Igapó e Bandeirantes 2. Sessenta e quatro por cento da obra da estação já foram concluídos. A instalação das linhas atingiu 83% do previsto. A previsão da Copel é finalizar os trabalhos no primeiro semestre de 2014.

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