Luiziana- Conforme o prometido, cerca de 200 pessoas realizaram mais um protesto ontem na BR-487, no trevo de acesso à Luiziana (Centro-Oeste do Estado), e construíram lombadas nas duas pistas na tentativa de reduzir risco de acidentes no local. Funcionários da Prefeitura e até o prefeito José Cláudio Pol, ajudaram no serviço. A regional do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) ainda não sabe se a ''obra'' será desfeita. No último domingo, o choque entre um Escort e uma caminhonete provocou a morte de seis pessoas de uma mesma família.
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária de Campo Mourão, os manifestantes iniciaram a construção dos redutores de velocidade pela chegaram pela manhã e os trabalhos só foram concluídos no final da tarde. Eles também recuperaram a sinalização do trecho. A Polícia não pretende retirar as lombadas, mesmo sendo irregulares.
A melhoria era uma reivindicação antiga da população de Luiziana. Os moradores reclamam que o local é perigoso e cenário frequente de acidentes graves. No domingo passado, o Escort conduzido por Altair Nunes, 48 anos, se chocou contra uma camionete dirigida pelo vereador de Reserva, Flávio Hornung Neto, que não se feriu. Nunes, a esposa Irani de Medeiros, 52, os filhos do casal Fábio Rogério e Sandro Rogério, ambos com 17 anos, morreram no local. O pai de Irani, Eudocio Manoel de Medeiros, e a filha caçula do casal, Maria Eloíse, de 1,4 ano, morreram no hospital.
O supervisor substituto do DNIT em Campo Mourão, Roberto Okuzono, também não definiu se vai ou não remover os redutores mas alertou que, ''em caso de acidente, a responsabilidade civil e criminal será da Prefeitura e das pessoas que fizeram os redutores''. Ele informou que o Departamento ainda não tem solução para o trecho nem sabe se tecnicamente haveria necessidade das lombadas. Para o engenheiro, o acidente que vitimou a família teria sido provocado por ''imprudência'' do condutor.
Okuzono disse que se reuniu com o prefeito de Luiziana na última quarta-feira e teria explicado que somente um estudo técnico poderia definir se os redutores seriam mesmo necessários. Na próxima semana, o superintendente do DNIT no Paraná, David Gouvêia, deverá se reunir com autoridades locais para discutir o assunto.
O engenheiro confirmou que a reclamação da população é antiga mas que os ofícios teriam sido enviados para outros órgãos que não poderiam resolver a situação. ''Sabemos que (a lombada) é irregular mas estamos protegendo a vida'', alegou o prefeito. Segundo Pol, desde a década de 80, mais de 20 pessoas teriam morrido no local. No ano passado, quatro pessoas de uma mesma família morreram em um acidente.

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