Os moradores e donos de áreas da Colônia Coroados, na Zona Sul de Londrina, devem apresentar amanhã ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) a contestação sobre a possível instalação do novo aterro sanitário da cidade naquela região. O prazo para a apresentação do argumento venceria na última sexta-feira, mas a jornalista Suzana Maria Rockembach, que tem uma propriedade na colônia e que apresentaria a documentação, teve um problema pessoal e não pôde fazer o encaminhamento.
''Liguei para o Ney Paulo (chefe regional do IAP) e pedi para entregar a contestação na segunda-feira. Ele não viu problema'', comentou Suzana. A prefeitura cogita três regiões da Zona Sul para a instalação do aterro: além do terreno na Colônia Coroados, estão sendo considerados espaços no distrito de Maravilha e na Usina Três Bocas.
Na contestação, segundo Suzana, será anexado um abaixo-assinado de 300 nomes de moradores e donos de áreas contrários à instalação do aterro. O argumento incluirá um mapa da zona de influência direta do aterro, num raio de dois mil metros. Os moradores e proprietários de imóveis alegam que, pelos limites da área, o novo aterro ficaria próximo demais de três cursos d'água; além disso, eles acreditam que existe a possibilidade de contaminação do sistema de captação de água no Rio Tibagi. No documento, também constará um pedido para que o IAP retome o estudo das 27 áreas prévias selecionadas.
Outro objetivo da comunidade da Colônia Coroados é que a audiência pública para discutir a instalação do novo aterro seja realizada apenas depois que sair o resultado da análise do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente (EIA-RIMA) das áreas cogitadas, feita por técnicos da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Na sexta-feira, moradores e donos de áreas da região da Usina Três Bocas também apresentaram contestação. Ney Paulo explicou que as argumentações serão analisadas por técnicos do IAP, e que a região onde o aterro será instalado ainda não foi escolhida. ''Nenhuma das três áreas foi aprovada ou descartada. E o IAP não vai autorizar de forma alguma uma instalação que gere danos ambientais. É claro que ninguém deseja um aterro próximo a sua propriedade. Vamos estudar com calma'', afirmou o chefe regional.

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