Moradores cobram retomada de obra
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domingo, 11 de janeiro de 2015
Edson Ferreira<br> Reportagem Local 
Londrina - Inconformados com a paralisação na obra de duplicação da rodovia PR-445, no trecho entre o Jardim Jamile Dequech (zona sul) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL), moradores de bairros vizinhos à estrada organizaram um protesto ontem no canteiro de obras, embaixo do viaduto inacabado na Via Expressa. Desde o fim do ano passado, a construtora Sanches Tripoloni - sem receber os repasses mensais do governo estadual - mantém apenas dez trabalhadores no local.
A duplicação, prevista para o perímetro urbano da rodovia, foi iniciada em 2013 e a promessa era que estivesse concluída em outubro do ano passado. Contudo, no fim de 2014, apenas dois dos três lotes foram abertos ao tráfego: da UEL até o trevo da empresa Sandoz, em Cambé. Os transtornos causados pelos bloqueios e desvios "chegaram ao limite", dizem os moradores. A dona de casa Liliana Lourenço Aristides, disse que "do jeito que está não dá mais". "A gente sabe da importância da obra, ficamos animados com o início e agora a situação é essa! Quando chove, tem lama escorrendo para os bairros, quando tem sol, é poeira."
Segundo ela, o que mais preocupa, porém, é a falta de segurança para a travessia das pistas. Alguns integrantes do protesto tentaram abrir a travessia por baixo do viaduto e chegaram a remover uma manilha de concreto colocada pela construtora. "Um dos encaminhamentos da comunidade é procurar a prefeitura e pedir apoio para pavimentar e sinalizar essa sequência da Via Expressa por baixo do viaduto, ligando os bairros dos dois lados", informou o vereador Roberto Fú (PDT), que mora na região.
A pintora Sônia Fagundes, moradora do Conjunto Saltinho, questionou a qualidade da obra. "Nem terminou, já tem rachaduras", apontando as fissuras na base do viaduto. Esta semana, por meio da assessoria, a Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística informou que o governo aguarda R$ 110 milhões do governo federal para repassar à empresa responsável pela duplicação. Mas os moradores prometem mais protestos.


