Rio, 03 (AE) - Mais um suspeito de participação no assalto ao edifício Sir Winston Churchill, na Avenida Rui Barbosa, no Flamengo, zona sul do Rio, o domingo à tarde, foi reconhecido hoje por seis moradores - dois homens e quatro mulheres - segundo a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) da Polícia Civil. O suspeito é Carlos Wagner, o "Maluquinho". Ele seria um dos integrantes da quadrilha que roubou seis apartamentos, levando jóais e dinheiro. Com ele, chega a três o número de criminosos já identificados.
A polícia investiga o envolvimento da quadrilha com receptadores de jóias roubadas, já que o alvo do bando são prédios de classe média alta. "Eles agem da mesma forma: sempre bem vestidos e dominando o porteiro", disse o delegado da 9ª Delegacia de Polícia do Catete, Sérgio Valença. "O objetivo dos criminosos são as jóias das vítimas". Engano - Hoje, os seis moradores não reconheceram Márcia Rejane Macedo Pereira, de 40 anos, como a mulher loura que estaria entre os criminosos. Ela se apresentou à 9ª Delegacia de Polícia do Catete, na zona sul, onde as vítimas compareceram. "Na hora do assalto, estava em casa com a minha filha", disse Márcia Rejane. No início das investigações, ela foi apontada como a mulher que estava no grupo.
"A polícia fez uma confusão, porque já participei de assaltos a residências na Bahia", afirmou. Ela referia-se ao assalto a casa do presidente do Senado, o senador Antônio Carlos Magalhães, em 1997. Márcia foi detida e cumpriu um ano e nove meses de prisão em Salvador. Ela chegou ao Rio há cerca de sete meses.
O ex-aluno de direito Oscar Ramon, o "Casinho", também foi chamado para o reconhecimento, mas não compareceu. Ele será intimado pela polícia. Segundo o delegado da 9ªDP, Casinho foi reconhecido por um morador do edifício - uma advogada - e um porteiro de um prédio vizinho ao Churchill, que teria assistido a ação da quadrilha, como um dos assaltantes apesar de já ter se apresentado à DRF e não ter sido reconhecido por outros moradores.