Moradoras reivindicam abertura de espaço público
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Paulo Monteiro <br> Equipe NossoDia 
Londrina - Mães do Conjunto Aquiles Stenghel, zona norte, reivindicam a abertura de um prédio público localizado na Rua Elias Daniel Hatti, para atender as crianças no contraturno escolar enquanto elas trabalham. A estrutura do ''Centro de Referência Viva a Vida'' poderia atender a comunidade, mas devido à falta de atividades está sendo depredado: vidros quebrados, pichações nos muros e o mato já começam a tomar conta das calçadas.
A dona de casa Viviane Jacinto, mãe de três filhos - de 7, 6 e 3 anos - espera que ao menos o seu primogênito seja atendido no espaço no ano que vem. Ela precisa trabalhar e não tem onde deixar o pequeno. ''Isso podia ter alguma utilidade pra gente. Ser uma creche ou um lugar para as crianças ficarem no horário de contraturno escolar apreendendo alguma coisa'', sugere ela. ''Tenho que trabalhar e não posso dar R$ 300 pra deixar os meus filhos para outra pessoa cuidar'', destaca.
Outra moradora que também aguarda uma resposta é a auxiliar de serviços gerais Tatiane Aparecida Pires, que paga uma vizinha para cuidar do filho de nove anos, no período da tarde. Pela manhã, o garoto estuda na Escola Municipal Salim Aboriham, no Luiz de Sá. ''Meu filho e os alunos dessa escola, até o ano passado, tinham atividades nesse prédio depois das aulas, mas neste ano a escola nos disse que não tinha mais professores para atender às crianças'', contou Tatiane.
O prédio faria parte do Projeto Viva Vida, que proporciona apoio socioeducativo a mais de mil crianças e adolescentes de Londrina. Procurada pela reportagem, a secretária municipal de Assistência Social, Célia Aparecida da Silva Andrade, consultou os responsáveis pelo Viva Vida e teria sido informada de que o imóvel nunca foi usado pelo projeto. Ela apontou que o espaço teria sido cedido à Secretaria Municipal de Educação, que atendia crianças do bairro em período de contraturno escolar.
A secretária de Educação, Maria Inês Galvão, afirmou que o prédio será utilizado no próximo ano para atender crianças de seis anos. E acrescentou que as matrículas serão anunciadas em breve no próprio bairro. Maria Inês confirmou que o prédio foi usado em 2011 pela Escola Salim Aboriham em período integral e que as atividades no local foram encerradas por falta de transporte. Os ônibus que levavam os alunos foram transferidos para o Residencial Vista Bela. Mesmo assim, a secretária afirmou que as atividades em período integral ainda estão sendo realizadas na Salim Aboriham.
A reportagem também entrou em contato com a diretora da escola municipal, mas ela preferiu não dar entrevista.


