Uma moradora vizinha do aeroporto passará por processo de desapropriação pela segunda vez. A aposentada Terezinha Cornelsen, de 83 anos, afirma que ficou apreensiva quando soube que casas da região seriam desapropriadas. ''Eu já tive uma casa desapropriada quando morava na rua Jacarezinho, atualmente transformada em avenida Juscelino Kubitschek, e não sei se aguentaria passar por tudo aquilo de novo'', relata. Ela soube que apenas parte de seu terreno na rua Jaime Americano precisará ser desapropriada.
''Ainda bem que eu não vou precisar me mudar, pois senão eu esperaria eles aqui com uma espingarda'', brinca. Terezinha conta que na outra desapropriação o dinheiro não foi suficiente para a compra de uma casa nos mesmos padrões.
O técnico em segurança do trabalho, Eli Barbosa Aleixo, de 67 anos, espera que a liberação do dinheiro da desapropriação seja feita da maneira mais rápida possível. ''Tenho um jornal que estipula o preço do metro quadrado do terreno aqui na região entre R$ 300 e R$ 500'', afirma Aleixo. O técnico em segurança do trabalho espera que o preço a ser pago fique em torno de R$ 1.700 o metro quadrado. ''Espero que liberem o dinheiro logo para que a gente possa procurar um imóvel para realizar a mudança, queremos que eles paguem o valor justo, porque ninguém quer se mudar para uma casa de padrão inferior'', argumenta. (V.O.)

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