Nova York, 24 (AE-DOW JONES) - O Equador enfrenta dificuldades legais intrínsecas enquanto procura reestruturar US$ 6 bilhões em Brady Bonds, depois de adiar o pagamento de US$ 96 milhões de agosto para 28 de setembro, afirmou Vicent Truglia
vice-presidente da Moodys Investors Service. Enquanto as autoridades financeiras do Equador estão procurando se aproximar dos credores para chegar a um acordo, as complicações legais são um grande obstáculo, disse Truglia.
O ministro das Finanças, Alfredo Arizaga, disse no início desta semana que os portadores de Bradies equatorianos teriam um "menu" de opções para reestruturar a dívida, do qual eles escolheriam "o que fosse mais conveniente". No entanto, Truglia disse que o país precisaria de 100% de concordância dos portadores para reestruturar os bônus vendidos sob legislação norte-americana. Ele acrescentou que os portadores que estão descontentes com a fal ta de pagamento dos títulos poderiam buscar interromper o pagamento do estoque de US$ 500 milhões de eurobonds equatorianos.
De acordo com o vice-presidente da Moodys, os atuais ratings da dívida equatoriana, em CAA1 para Bradies e B3 para eurobonds, não deverão sofrer novo rebaixamento por enquanto. "Esses ratings já estão bastante baixos e mostram o risco significativo de moratória", explicou. Quanto ao pagamento dos Bradies que vencem na próxima terça-feira, Truglia disse que "ainda não está claro se eles vão cumprir ou não com o compromisso".

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